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KID CUDI NA COMPLEX

17/09/2010

O rapper Kid Cudi é capa da edição de outubro/novembro 2010 da revista criada por Marc Ecko, a Complex.  

  

Na matéria, Kid comenta sobre seu novo álbum, o sucesso que vem fazendo atualmente e também se compara aos demais Rappers do cenário atual da música.  

Abaixo a entrevista traduzida na íntegra, para você leitor do blog.  

Complex: Perdoe minhas palavras, mas teremos que começar com uma controversia. Em “Mojo So Dope”, você diz que você “vive através das palavras, sem metáforas, e por isso passo esse conselho aos demais novatos”. O que você quis dizer com isto?  

Kid Cudi: Eu não queria que ninguém entendesse da maneira errada. Porém a maioria dos rappers que o mundo ama são rappers que fazem usam metáforas. Este não é o meu estilo de fazer rap. Eu prefiro rimar de uma maneira mais poética. Algumas vezes você não precisa usar este artifício…esse jeito de tentar impressionar. Só dá a entender que alguém está vendendo merda. 

Você  é grande por não ter sua música comparada as dos outros artistas.   

Kid Cudi: Você acompanhou a entrevista à Wale que eu recém dei, comparando a música com o esporte? Deixe-me esclarecer uma coisa: eu sou imcomparável a qualquer um. E não me importo como as pessoas aceitam isso. Ninguém pode competir comigo. Eu sou “unfuckwittable” (sem necessidade de tradução); ninguém pode me derrubar. Eu sou uma força imbatível, sou uma bala. A minha trajetória tem rumo certo: o céu. Niggas precisam fazer algo extremamente expetacular para abalar comigo e com o meu reino.  

Falando em Wale, quando você socou um dos seus fãs em um show Dezembro passado, e ele veio com uma rima sobre sua atitude. [“Throwin’ ‘round wallets like the dude that Kid Cudi hit,” from “Thank You Freestyle”].   

Kid Cudi: Aquilo não foi nada, simplesmente uma rima de bosta, feita por um rapper de merda. Você não pode deixar algo como isto atingir você. É exatamente o tipo de rima que só usa palavras ditas por “comuns”, sem contexto algum. E para que usar uma metáfora? Niggas não possuem toda a mágica que eles acham que tem; existem apenas um ou outro mago do rap. Eu sou um deles e eu sei.  

Seus semelhantes enchergam isso? (semelhantes sendo os rappers)   

Kid Cudi: No ultimo álbum eu deixei as pessoas caçoarem da minha música e atitude, deixei-as lançarem seus jabs sobre a minha testa e também deixarem suas marcas passageiras. Desta vez não vou deixar barato, não mesmo. Eu não tenho tempo para pensar neles, só na minha música. Este tipo de gente está acostumada a crescer e se alimentar do nome de outros artistas, você me ouve cantando sobre outros? Eu não falo nem mesmo sobre Kanye (West), e este é meu irmão de coração. Eles falam sobre Kanye achando que são seus buddies. Cantam sobre “estarei no Hawaii” – mano, cale sua boca, você não sabe nada. Aí pessoas como Wale ficam bravas porque não “damos mais nossas batidas”, não damos mais nossas batidas porque não queremos você interferindo na nossa arte. Não é uma teoria da conspiração. Nós não nos intrometemos em sua música, e por isso não vamos fornecer as nossas pra você. Isso é um trabalho, e tem que ter um conceito. Niggas estão com tanta sede, chega a ser ridículo. Essas pessoas não sabem nada da minha vida – e agora vou dar algo para eles falarem sobre.  

É sobre isso seu álbum? É sobre você entrando com tudo pra cima deles?   

Kid Cudi: É explicito, mas inteligente. Não volto atrás. Não me arrependo de nada independete das pessoas acharem que é bom ou ruim. Algumas coisas eu sigo – como a lei, daqui para sempre. Mas tirando isso, eu vou fazer a porra que eu quiser (I’m doing whatever the fuck I want to do). É por isso que tenho estado tão excitado por vir morar em L.A. (Los Angeles), por poder crescer criativamente, como um ser humano.  

E parte disso é anti-metafórico.   

Kid Cudi: Eu quero minha música sendo lida como se estivessem lendo um romance, não uma história em quadrinhos. Eu achei que o ultimo album foi um pouco curto. Este é maior, até agora são dezoito (18) músicas e contando…A história é mais profunda, mais escura, sem voltar atrás. É lindo. Cara. É um album muito emocional.  

My Space Kid Cudi  

Fonte: Marc Ecko’s COMPLEX

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